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Notícias
06 de Novembro de 2013
Depoimento: “As Batalhas do Castelo mudou a minha vida!”
Um leitor enviou ao escritor Domingos Pellegrini o seguinte email:
 
 
“Meu nome é Victor Menezes, tenho apenas 22 anos e atualmente moro em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, vindo de Aracaju, no Sergipe,  para realizar um sonho de menino, cursar Medicina. Minha formação foi numa das piores escolas estaduais de Sergipe, e não fiz “cursinho”  para vestibular. Comecei a trabalhar com 14 anos, numa lan-house, e desde então nunca mais parei de trabalhar, passando por diversos empregos e “bicos”: padaria, papelaria, escritório etc, e concluí o ensino fundamental e médio no turno da noite, junto com outros trabalhadores. 
Essa escola tinha uma pequena biblioteca de livros doados. Eu não tinha o hábito de ler, mas um dia cheguei uns 40 minutos mais cedo e procurei o que fazer para o tempo passar... Dei uma olhada nos livros juvenis, e encontrei As Batalhas do Castelo numa edição velha e toda danificada. Não sei até hoje o que aconteceu naquele momento, eu simplesmente vi o livro e senti que tinha que lê-lo. Fiz o empréstimo e o levei para casa. Inacreditavelmente eu não conseguia parar de ler, passei a madrugada encantado com todo o enredo. Só consegui dormir quando  terminei, até perdendo a hora do trabalho na manhã seguinte!!  
Mas a história me tocou intensamente, acabei me apegando ao livro. Não queria devolvê-lo, e aí cometi uma loucura. Devolvi mas, no dia seguinte, voltei para roubá-lo! Isso mesmo, eu roubei o livro. Isso foi há sete anos, e até hoje é meu livro de cabeceira. Você não tem noção do quanto sua obra foi fundamental no meu caminho! Depois daquela madrugada mágica, despertei para o prazer da leitura, já li inúmeras obras e posso dizer que, se hoje tenho uma carreira acadêmica de sucesso, devo a você! Não é nada fácil para um garoto, que foi criado sozinho e solto no mundo, seguir um caminho correto, dedicado aos estudos e trabalho. Hoje  ainda moro no interior baiano, faço alguns bicos para somar com minha bolsa de pesquisa, poder pagar minhas despesas e mandar alguma grana para ajudar minha mãe. Faço faxina na casa de professores, descarrego caminhão de madrugada na feira municipal, dentre outros serviços. E não sinto nenhuma vergonha no que faço, pelo contrário, sinto orgulho! São serviços dignos e honestos. E, quando ouço comentários ou piadinhas desagradáveis sobre isso,  apenas me lembro de toda trajetória do Bobuque e retribuo com bom humor e paciência. Minha vitória está próxima, e não poderia deixar de dizer que você também faz parte dela. 
Entrei em férias semana passada e voltei aqui em Aracaju com a missão de devolver seu livro, para que possa mudar a vida de mais pessoas. Comprei outro exemplar e repus na biblioteca, que felizmente está ampliada (obviamente não devolveria meu exemplar, sou muito apegado). A funcionária riu muito quando contei esta história, e felizmente ela não achou ruim. Não sei se você lerá isto, talvez nem tenha tanta importância, mas eu tinha que contar. Muito obrigado, você mudou a minha vida.”
 
 
Domingos Pellegrini respondeu a Victor:
 
 
“Sua carta me comove e gratifica!  A literatura é um dom, distribuído pela loteria genética, e a melhor forma do portador ser digno desse dom é usá-lo bem, para o bem, e aperfeiçoá-lo para melhor servir. Sua história de vida, Victor, orgulha a mim e a Bobuque! Que o Castelo do Canto viva sempre em tua alma!”
 

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