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Inocência
Autor: 
Formato: ePub
Faixa etária: A partir de 15 anos
Trabalho interdisciplinar: Português
Indicação: 1º Ano (EM), 2º Ano (EM), 3º Ano (EM)
Área: Ficção
Assunto: EJA
Temas contemporâneos: Pluralidade Cultural
ISBN: 9788516077327

Leitura indicada para:

Moderna Plus 2016

Disciplina: Literatura (Moderna Plus 2016)

Volume/Ano: Volume Único

Unidade/Capítulo: Capítulo 18

Preço sugerido: R$ 17,50
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 Sobre o livro
O romance Inocência é considerado uma obra-prima da literatura regionalista do século XIX. O interior do Brasil, com seus tipos humanos característicos e suas rígidas normas de comportamento social e familiar, constituía uma fonte de grande interesse para os escritores românticos. E é numa região rústica do interior do atual Estado de Mato Grosso do Sul que transcorre a história da jovem Inocência. Nessa região, há hoje uma pequena cidade chamada Inocência, em homenagem à heroína do romance de Taunay. Única filha de Martinho dos Santos Pereira, um mineiro viúvo que vive num sítio isolado, Inocência se apaixona por Cirino, um prático de farmácia que se fazia passar por médico e que é levado à casa da jovem para tratar de sua saúde. Apesar de viver praticamente reclusa no fundo da casa, os breves contatos com Cirino, por ocasião das consultas médicas, despertam em Inocência a chama da paixão, no que é correspondida pelo rapaz. Os dois passam a viver um amor que lhes causa uma grande perturbação íntima, pois ela estava prometida a Manecão, um rude vaqueiro do lugar, e em hipótese nenhuma o velho Pereira estaria disposto a desconsiderar o compromisso. Antes ver a filha morta do que ter a "honra" manchada. Esse era o rígido código moral da sociedade, que impede a realização do amor entre Cirino e Inocência. Além de Cirino, encontrava-se de passagem na casa de Pereira um naturalista alemão chamado Meyer, que viajava pelo sertão em busca de novas espécies de insetos, principalmente borboletas. Vindo de uma sociedade europeia com hábitos diferentes, principalmente com relação à participação da mulher na vida social, e ignorando os preconceitos que marcavam a vida familiar sertaneja, Meyer, na sua franqueza ingênua, expressa várias vezes sua admiração pela beleza de Inocência, despertando a preocupação de Pereira, que passa a vigiá-lo como se ele fosse um perigoso sedutor. Assim fazendo, no entanto, dá oportunidade a Cirino de comunicar-se mais facilmente com Inocência. Com a partida de Meyer, as coisas se complicam para os namorados. A data do casamento de Inocência com Manecão se aproxima. Ela já recuperou a saúde e Cirino fica sem pretextos para vê-la. Instruído por Inocência, Cirino vai à procura do padrinho dela para pedir-lhe que interceda, mas, enquanto está fora, o namoro é descoberto: Tico, um anão que servia Inocência como um cão fiel, espreita Cirino e descobre suas intenções, contando tudo a Pereira. Manecão, enfurecido, sai atrás de Cirino e mata-o numa estrada deserta. No epílogo, o narrador descreve a festa com que Meyer foi recebido em sua cidade, onde foi tratado como um herói pelo resultado de suas viagens científicas pela América do Sul e, sobretudo, pela novidade que trazia: um espécime novo e maravilhoso de borboleta, batizado por ele de Papilio Innocentia, em homenagem à beleza da jovem que conhecera em terras brasileiras. Quanto a Inocência, diz o narrador, "exatamente nesse dia dois anos fazia que seu gentil corpo fora entregue à terra, no imenso sertão de Santana do Parnaíba, para aí dormir o sono da eternidade."
Sobre o autor
Visconde de Taunay
 Nasceu em 1843, no Rio de Janeiro, e faleceu em 1899. Fez o curso de Ciências e Letras do colégio Pedro II, ingressando depois na Escola Militar. Em 1865, foi convocado para a Guerra do Paraguai e participou da expedição de Mato Grosso (1865-1868). Foi professor e teve intensa participação na vida política. Dedicou-se também à literatura (contos, ensaios, romances, peças de teatro). Com o romance "Inocência" (1872), inscreveu seu nome na história da literatura brasileira.
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