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A confissão de Lúcio
Autor: 
Formato: ePub
Trabalho interdisciplinar: Português
Indicação: 9º Ano (EF2), 1º Ano (EM), 2º Ano (EM), 3º Ano (EM)
Área: Ficção
Temas contemporâneos: Pluralidade Cultural
ISBN: 9788516077174

Leitura indicada para:

Moderna Plus 2016

Disciplina: Literatura (Moderna Plus 2016)

Volume/Ano: Volume Único

Unidade/Capítulo: Capítulo 25

Preço sugerido: R$ 17,50
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 Sobre o livro
Narrada em primeira pessoa, a história de Lúcio é a história de um crime e de uma confissão. Depois de dez anos de prisão, onde cumprira pena por ter assassinado o poeta Ricardo Loureiro, Lúcio é solto e começa a contar sua história para, segundo ele, demonstrar sua inocência. À medida que relata os fatos que antecederam o crime, as lembranças se embaralham, perdem a nitidez, e a ambigüidade toma conta da narrativa. O que o leitor acompanha é a reconstrução fragmentada do passado de Lúcio, amigo íntimo de Ricardo Loureiro e de sua esposa, Marta, uma mulher misteriosa que, às vezes, parece não ter existência própria. A convivência entre eles faz nascer em Lúcio um grande desejo por Marta. Tornam-se amantes. Passado algum tempo, ele descobre que não é seu único amante. Desespera-se de ciúmes quando descobre que ela se encontra também com Sérgio Warginsky, um artista russo que freqüenta sua casa. Lúcio passa a sentir ódio por Ricardo, pois desconfia que ele está a par de tudo. Rompe com o amigo. Quando se reencontram, tempos depois, Ricardo lhe confirma a desconfiança e explica que, só possuindo fisicamente o objeto de sua amizade, poderia senti-la verdadeiramente. Mas, como possuir seus amigos? Através de sua mulher. Alucinado, Ricardo quer provar a Lúcio que o valoriza acima de tudo e de todos. Arrasta-o até sua casa, entra nos aposentos de Marta e mata-a com um tiro. Então ocorre o fantástico, o mistério: quem está no chão, sem vida, não é Marta, e sim Ricardo. E aos pés de Lúcio está o revólver homicida. Quem é o assassino? Quem é a vítima? Marta era real ou não passava de uma projeção da atração sexual que Ricardo e Lúcio sentiam um pelo outro e da atração que Ricardo sentia por outros amigos, de quem Lúcio tinha ciúmes doentios? No julgamento, ninguém acreditou na história contada por Lúcio. Ele mesmo, aliás, não se esforçou em fazer com que os jurados acreditassem. Era verdadeira, mas inverossímil. E os dez anos de cadeia foram uma espécie de repouso para sua alma atormentada. O que lemos, portanto, é o relato de um mistério. Só e distante dos homens, agora Lúcio está à espera do fim: "Acho-me tranqüilo - sem desejos, sem esperanças. Não me preocupa o futuro. O meu passado, ao revê-lo, surge-me como o passado de um outro. Permaneci, mas não me sou. E, até à morte real, só me resta contemplar as horas a esgueirar-se em minha face... A morte real - apenas um sono mais denso...".
Sobre o autor
Mario de Sá-Carneiro
Mário de Sá Carneiro nasceu em 1890, em Lisboa. Em 1912, aos 22 anos, vai estudar Direito em Paris. Publica nesse ano o livro de contos "Princípio". Em maio de 1913, envia ao poeta Fernando Pessoa, seu amigo, os poemas que formarão o livro "Dispersão", publicado no ano seguinte, assim como a novela "A confissão de Lúcio". Junto com Pessoa, participa da direção da revista modernista "Orpheu", lançada em abril de 1915. Nesse mesno ano lança um volume de contos, "Céu em fogo". Faleceu em 1916.
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